O que é a terapia por ondas de choque
É um tratamento não invasivo. Um aparelho emite pulsos de ondas acústicas, aplicados na pele sobre a região dolorida. Essas ondas estimulam a circulação e a atividade de reparo do tecido e ajudam a modular a dor.
Não há cortes, anestesia geral nem internação. O tratamento costuma ser combinado com fortalecimento, ajustes no treino e, quando indicado, fisioterapia.
Quando pode ser indicada
- Fascite plantar e esporão de calcâneo: dor no calcanhar, em geral pior nos primeiros passos do dia.
- Tendinopatia do tendão de Aquiles: dor na parte de trás do tornozelo, comum em corredores.
- Tendinopatia patelar: dor logo abaixo da patela, conhecida como joelho do saltador.
- Epicondilite: dor na lateral do cotovelo, o chamado cotovelo de tenista.
- Tendinite no ombro, inclusive a calcária.
- Dor na lateral do quadril, ligada ao tendão e à bursa da região (trocanterite).
A indicação depende de um diagnóstico preciso. Por isso a consulta vem antes da primeira sessão: nem toda dor no calcanhar, no ombro ou no joelho tem a mesma causa.
Como é uma sessão
O médico aplica um gel na pele e conduz o aparelho sobre o ponto de dor. A sessão é curta. É comum sentir algum desconforto durante a aplicação, e a intensidade é ajustada ao que você tolera.
O número de sessões e o intervalo entre elas variam conforme o diagnóstico e a sua resposta. O plano é definido na consulta e revisto ao longo do tratamento.
O que esperar
- Alívio gradual da dor em quadros persistentes. A melhora pode aparecer ao longo das semanas, e não necessariamente na primeira sessão.
- Rotina preservada: em geral você segue com o dia a dia, e o médico orienta como ajustar o treino.
- Plano completo: o aparelho atua no tecido, e o fortalecimento e a correção do gesto esportivo atuam na causa.
Os resultados variam de pessoa para pessoa e não podem ser garantidos.
Cuidados e contraindicações
A terapia não é indicada para todos. Em geral, pede cautela ou não é recomendada em casos como gestação, distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes, infecção ou tumor na região a ser tratada e outros quadros definidos na avaliação médica. Efeitos comuns e passageiros incluem vermelhidão, desconforto e, às vezes, pequenos hematomas no local.
Perguntas frequentes
A terapia por ondas de choque dói?
Pode haver desconforto durante a aplicação, principalmente em regiões mais sensíveis. A intensidade é ajustada ao que você tolera, e o desconforto costuma passar logo depois da sessão.
Quantas sessões são necessárias?
Depende do diagnóstico e da resposta de cada paciente. O médico define o plano na consulta e reavalia durante o tratamento.
Posso continuar treinando durante o tratamento?
Em muitos casos sim, com ajustes de carga e de volume. O médico orienta o que manter, o que reduzir e quando voltar ao ritmo normal.
As ondas de choque substituem a fisioterapia?
Não. Elas costumam fazer parte de um plano que inclui fortalecimento, correção do movimento e, quando indicado, fisioterapia.
