É comum ouvir que a testosterona cai com a idade, e isso é verdade em média, de forma gradual. Mas sintoma não é diagnóstico. Cansaço, sono ruim, pouca disposição e queda de libido têm muitas causas, e confirmar se existe deficiência hormonal exige critério.
Sintomas que levam à investigação
- queda persistente da libido e da qualidade das ereções;
- cansaço sem explicação e pouca disposição;
- perda de massa muscular e dificuldade de recuperação dos treinos;
- aumento de gordura abdominal;
- alterações de humor e de concentração.
Antes de falar em tratamento
O diagnóstico precisa de sintomas compatíveis e de exames laboratoriais colhidos de forma correta, em geral pela manhã e repetidos para confirmação. Também é preciso olhar para fatores que reduzem a testosterona e podem ser tratados na origem, como sono insuficiente, excesso de peso, álcool, estresse, algumas medicações e outras doenças.
Quando a reposição é considerada
A reposição de testosterona é um tratamento médico para quem tem deficiência confirmada. Ela não é indicada para quem tem níveis normais, nem como recurso estético ou para aumentar desempenho. Antes de começar, é necessário avaliar riscos, incluindo o efeito sobre a fertilidade, e definir um acompanhamento regular com exames.
Um olhar mais amplo
Em muitos casos, melhorar o sono, o treino de força, a alimentação e a composição corporal já muda bastante o quadro. Por isso a investigação hormonal faz mais sentido dentro de uma avaliação completa do paciente, e não como uma conta isolada.
Este texto é informativo e não substitui consulta médica. Não use hormônios sem indicação e acompanhamento médico.
Perguntas frequentes
Todo homem acima de 35 anos deve repor testosterona?
Não. A reposição é indicada apenas quando há deficiência confirmada por sintomas e exames, depois de avaliados riscos e alternativas.
A reposição afeta a fertilidade?
Pode afetar. Quem deseja ter filhos precisa conversar sobre isso antes de qualquer decisão, pois existem alternativas e cuidados específicos.
